Contos e Histórias de Tonton

Contos, histórias, poesias e muito mais coisas do mundo literário de Antonio Nunes, carinhosamente chamado de Tonton por amigos e familiares.Visite também: http://contonton.blogspot.com

22/12/08

Kodomo no Yumê - resenha

 

 

Por Antonio Nunes

 

Kodomo no Yumê narra algumas das memórias da infância de Makoto, brasileirinho de origem nipônica, que numa leva de migração sai do interior de São Paulo nos idos de 1950 para aportar em Pernambuco, onde sua família se dedicará ao cultivo de flores. Aos crisântemos, a flor imperial, em especial. A convivência dele com o seu dityan (vovô) mostra momentos de sensibilidade e de aprendizado neste relacionamento. Algumas surpresas, sempre com um toque de bom humor, ao lado de um bom embasamento cultural e histórico fazem com que a narrativa seja bastante agradável e convidativa aos leitores (opinião de leitores preliminares).

 

Espero que vocês também possam apreciar. Aguardem!

 

criado por contonton    9:48 — Arquivado em: Contos, Pessoais

20/12/08

FÉRIAS…

 

 

Prezados frequentadores deste blog,

 

A partir de hoje (20/12/2008) até o dia 19 de janeiro de 2009 (por sinal, meu aniversário) estarei de férias. Então, possivelmente, não estarei postando contos. Mas, voltarei com novidades. Aguardem!

 

Estou concluindo duas histórias infanto-juvenis: O livro das flores e Kodomo no Yume. Em breve, postarei o resumo de cada uma destas histórias aqui no blog.

 

Além disso, na segunda quinzena de janeiro, estarei ministrando a Oficina de formação de novos autores - CONTOS, para uma turma reduzida. Aqueles que residirem em Recife e desejarem participar é só enviar um e-mail. Ok? (prof_nunes@hotmail.com)

 

Bom, no mais resta desejar muita paz, saúde, felicidade e - se ainda restar espaço - prosperidade.

 

Dá licença que boas leituras, frutos do mar, cerveja gelada e o colinho da mamãe me aguardam na terrinha… ra ra

 

Cordial abraço a todos, da terra do frevo e do maracatu.

 

Antonio Nunes (Tonton)

 

criado por contonton    10:02 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

9/12/08

Coleção TONTON

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

Atendendo a pedidos de informações esclareço que, até o presente momento, já lancei ao total 3 livros. Todos de contos, a saber:

      Falsas imagens… (em maio de 2007),

      Absurdos, que nada… (em maio de 2008), e

      Contos rebeldes… (em dezembro de 2008).

Outros mais virão… é só aguardar! A motivação é cada vez maior e os motes surgem em cada esquina… A vida é repleta de oportunidades para contistas. Não é verdade?

Agradeço a atenção e o incentivo sempre presente de amigos, leitores e frequentadores deste blog. Em tempo: o CONTONTON já está bem próximo de atingir a marca de 100 mil acessos desde janeiro deste ano. A cada um de vocês, em particular, o meu muito obrigado especial !

Espero que continuem visitando e indicando este blog, além de apreciar as histórias que aqui vou postando…

Cordial abraço da terra do frevo e do maracatu,

Antonio Nunes (Tonton)

criado por contonton    18:38 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

2/12/08

Contos Rebeldes… na POTYLIVROS

 

Prezados freqüentadores deste Blog,

Quem desejar, já pode adquirir o meu mais recente livro de contos, "Contos Rebeldes…", que, entre outras, traz as narrativas "Inspiração…" e "Swing…",  na POTYLIVROS (www.potylivros.com.br). Façam a busca por ANTONIO NUNES.

Abraços a todos ,Tonton.

criado por contonton    22:05 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

29/11/08

TONTON convida…

 

Prezados amigos,

  

Tenho a imensa satisfação de convidá-los para o lançamento de meu mais novo livro "Contos rebeldes…", que terá lugar na Aliança Francesa, unidade Derby, em Recife, dia 05 de dezembro (6a feira), às 19h.

Será um prazer contar com sua presença.

Abraços a todos e até lá,

 

Antonio Nunes (Tonton)

criado por contonton    14:47 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

25/11/08

Tranquilidade roubada…

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Drica era toda sorrisos. Aprovada no vestibular iria estudar na capital. Não sabia ela que aquele seria o motivo de uma série de desentendimentos com Floriano, seu namorado desde a tenra infância. Em realidade, aquele relacionamento era mais um projeto de suas famílias que de ambos, propriamente dito. Mas, como estavam acostumados um ao outro, simplesmente conviviam, alternavam momento de pura amizade e malícia, não tão ingênua, provocada pelos hormônios em ebulição, bem próprios daqueles que acabaram de sair da adolescência. Diariamente passavam horas a fio a conversar sobre tudo e sobre nada.
Nas férias merecidas após as provas, dias maravilhosos são passados juntos. Flor, como era intimamente chamado pela namorada, queria porque queria “enfiar uma aliança” no dedo de Drica. Buscava a ilusão de alguma segurança; Drica tinha na instabilidade de humor a sua principal característica. Um dia estava um doce, cheia de carinhos para dar ao pretenso amado, certa de que queria casar−se com ele e formar família, pelo que se julgava a mais feliz mulher. Noutro dia estava amarga, seca, queria distância de Floriano, julgava ser um grande erro aquele relacionamento, vez que nenhum dos dois tivera outro relacionamento senão aquele e se julgava a mais infeliz das mulheres, por não ter forças para romper com aquela “farsa”.
A ida dela para a capital lhes foi de serventia. Ele permaneceu no interior, trabalhando ao lado do pai, cuidando dos negócios da família. Até faziam planos de como ela poderia ajudá−los, já que ele era filho único e com a união futura, todo aquele patrimônio seria comum aos dois. A distância e a ausência física deram−lhes condições de avaliar melhor os seus sentimentos e pretensões. Tudo ia bem até o dia em que Drica resolve estrear o seu novo biquíni…
Aquele corpanzil, de pernas grossas, ancas largas e cintura fina era de chamar a atenção. Só então Floriano despertou para o fato de que Drica não lhe “pertencia com exclusividade”. Começou a se preocupar com quem e para onde saía, a que horas voltava, se bebia, etc. Flor entrou em paranóia e sua situação piorou com o adoecer de sua mãezinha.
Dias depois, Drica é informada do agravamento da doença de sua sogra que veio a falecer no fim de semana seguinte. Nos funerais, Drica estava todo o tempo ao lado de Floriano, cuidando dele como nunca se viu antes, zelava e o cobria de atenções.
Ao regressarem a casa, Floriano demonstrando toda a sua fragilidade naquele momento, recostou sua cabeça no colo da amada, como se pedisse silenciosamente para receber afagos. Feito isso, ela entregou−se de corpo e alma a Flor. Dedica−lhe o melhor de si. Pela primeira vez fala espontaneamente de casarem−se e de filhos. Floriano alegra−se e até esboça um sorriso, ainda que tímido em meio às lágrimas que insistiam em correr−lhe pela face…
Ao perceber o que estava acontecendo, na mais pura inocência, Drica começa a embalá−lo, como se cuidasse de um filho nascido de seu próprio ventre.
Mal começa a niná−lo com uma cantiga infantil:
− Boi, boi, boi, boi da cara preta…” − e, sem mais nem porque, Floriano dispara em desabalada carreira…
Nunca mais quis saber da amada, doou todos os seus bens e foi viver recluso num mosteiro.
Sabe−se lá o que se passou na cabeça daquela criatura…

criado por contonton    19:41 — Arquivado em: Contos

20/11/08

Abraceijo…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

Para Raquel do Monte

Desde a infância mais tenra, Dorinha vivia às turras com Clodoaldo. Não se entendiam em nada. O que um dizia, o outro não escrevia. O que um temperava, o outro não cozinhava. Eram verdadeiros acordes dissonantes e não tinha jeito de vê-los convergir em opinião acerca de qualquer assunto. E se a questão versasse sobre política, ética, religião, futebol e coisas do gênero – desses naturalmente polêmicos para qualquer cidadão civilizado, os quais, muitas ou na maioria das vezes, preferimos não discutir para não se perder uma amizade –, aí sim é que eles se desentendiam feio…
Fazer o que, né? Parece que o destino já vem traçado para cada um de nós desde pequeninho…
Vejam o meu exemplo: estudei coisas da engenharia ano a fio – e ainda estudo, quase todos os dias de minha vida –, mas o que tem de acontecer, porque estava escrito com a tinta cósmica, não há como mudar… Você até pode resistir, tentar retardar, mas é justamente aí que a coisa reaparece e vem ressurgir – com muito mais força, porque estava tão-somente adormecida – para reclamar o lugar em sua vida. E é para nunca mais sair dali…
Pois bem, foi assim mesmo que aconteceu com eles que, apesar das aparentes diferenças, nunca perderam o contato e, porque não dizer, o interesse um pelo outro. Então, certo dia, ao enviar um e-mail para Clodoaldo que estava fazendo um intercâmbio de alguns meses no exterior, Dorinha dele se despediu: – Um “abraceijo”. – as aspas são minhas, claro!
Ele percebeu a dúvida dela: se se despediria dele formalmente, como amigo, enviando-lhe apenas um abraço ou se se despediria dele com um beijo, revelando-lhe outras intenções…
Eis o poder das palavras… ou mesmo quando incompletas, equivocadas…
Não se sabe se é efeito da distância ou não, mas desde aquele dia as coisas mudaram entre eles. Pelo que soube andam trocando palavras mais que carinhosas… E têm abusado do diminutivo… Instalaram webcam. Resta agora esperar no que vai dar (ou não), quando ele voltar…

E aí, o que é que você pode a dizer a respeito?!?

criado por contonton    22:34 — Arquivado em: Contos

Tarde demais…

 

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Quando deu por si… já era tarde!

 

criado por contonton    19:40 — Arquivado em: Contos - MM

18/11/08

O golpe perfeito…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Lia era escrava de sua rotina. Rotina de cidade grande. Daquelas que os franceses chamam sabiamente de “boulot-dodo”. Ou seja, de casa para o trabalho e do trabalho para a casa, restando nesta apenas tempo para dormir, para tentar resgatar um pouco da dignidade perdida, das energias esgotadas e, se possível, do equilíbrio e da paz interior. Ah, e para se respirar um pouco menos ofegante.
Num cantinho de seu minúsculo apartamento havia um mini-cactus – que demandava um mínimo de cuidados – e um porta-incenso, que ela fazia questão de acender, tão logo que chegava a casa, para purificar o ambiente. Seu sonho de consumo era um apartamento um pouco maior, com uma varandinha que pudesse servir de jardim. Assim se passaram muitos anos de labuta diária. E como Deus ajuda a quem cedo madruga, um dia ela se deu conta de que já dispunha de recursos suficientes para o “up grade” de moradia. Lá veio uma outra batalha: a procura e as seguidas avaliações para a escolha do novo apartamento. Foram quatro longos meses de busca, infrutífera, sem sucesso. E o cansaço bateu! Ou melhor, venceu…
Exausta, sem forças e sem alegria para quase nada mais, foi ter com o doutor Romeu, medico amigo que cuidava da saúde dela desde a infância. E olha que ela já era uma balzaquiana madura a esta altura… O diagnóstico? Não podia ser outro: estafa!
À noite, caneca de chá verde em mão, ainda que tomada pela angústia, ela decidiu por utilizar os parcos cobres duramente economizados em uma viagem de férias. De nada adiantaria a casa nova sem saúde para aproveitá-la! – pensou ela. Planejou tudo e, em poucas horas, rumou ao interior. Foi passar alguns dias em um modesto hotel fazenda. Lá, pelo menos, poderia aproveitar e ter um pouco de contato com a natureza que ela tanto apreciava.
Nem mal uma semana se passou e ela já estava de volta à cidade. Passou procuração para um amigo e deixou-lhe a incumbência de vender, tão logo quanto possível, o seu até então lar.
Arrumou as malas e fez um bazar de desfazimento-arranja fundos com as amigas mais próximas e as amigas das amigas, que não tinham a menor idéia do que se passava com a liquidante. Ninguém sabia explicar o porquê de tamanha mudança de comportamento.
Foi quando questionada a respeito, ela sentenciou:
– É simples, irei me casar! – explicou ela com um sorriso irremovível nos lábios, para desconforto e inveja das presentes. Não que algumas não tenham ficado contentes, mas sabe como é, né?
E, para espanto das incautas que a ouviam e praticamente se digladiavam pelas tantas pechinchas de objetos – que para quase nada serviam, mas que não poderiam ser desperdiçadas –, afinal, pechincha é pechincha, completou:
– Rubão é um doce! Um típico homem do interior!
Olhares se cruzaram, ombros se elevaram e mãos se abriram como se em súplica por uma explicação que não tardou a ser detalhada…
– Ele tem um lindo jardim em sua casa no campo…
Não foi preciso dizer mais nada, nadica de nada. Suspiros preencheram o ar…
E embora elas não soubessem que ele era apenas o vaqueiro daquele hotel fazenda, viúvo, com cinco filhos ainda por criar e algumas bicheiras no dedão do pé, ela achava que tinha dado o golpe perfeito…
Tudo é apenas uma questão de ponto de vista, não é verdade?!?

criado por contonton    18:18 — Arquivado em: Contos

14/11/08

Foi então que…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Foi então que a ficha caiu: encontrei uma aranha tecendo uma teia em meu travesseiro…

 

criado por contonton    6:59 — Arquivado em: Contos - MM
« Posts mais novosPosts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://contonton.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.