Contos e Histórias de Tonton

Contos, histórias, poesias e muito mais coisas do mundo literário de Antonio Nunes, carinhosamente chamado de Tonton por amigos e familiares.Visite também: http://contonton.blogspot.com

29/11/08

TONTON convida…

 

Prezados amigos,

  

Tenho a imensa satisfação de convidá-los para o lançamento de meu mais novo livro "Contos rebeldes…", que terá lugar na Aliança Francesa, unidade Derby, em Recife, dia 05 de dezembro (6a feira), às 19h.

Será um prazer contar com sua presença.

Abraços a todos e até lá,

 

Antonio Nunes (Tonton)

criado por contonton    14:47 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

25/11/08

Tranquilidade roubada…

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Drica era toda sorrisos. Aprovada no vestibular iria estudar na capital. Não sabia ela que aquele seria o motivo de uma série de desentendimentos com Floriano, seu namorado desde a tenra infância. Em realidade, aquele relacionamento era mais um projeto de suas famílias que de ambos, propriamente dito. Mas, como estavam acostumados um ao outro, simplesmente conviviam, alternavam momento de pura amizade e malícia, não tão ingênua, provocada pelos hormônios em ebulição, bem próprios daqueles que acabaram de sair da adolescência. Diariamente passavam horas a fio a conversar sobre tudo e sobre nada.
Nas férias merecidas após as provas, dias maravilhosos são passados juntos. Flor, como era intimamente chamado pela namorada, queria porque queria “enfiar uma aliança” no dedo de Drica. Buscava a ilusão de alguma segurança; Drica tinha na instabilidade de humor a sua principal característica. Um dia estava um doce, cheia de carinhos para dar ao pretenso amado, certa de que queria casar−se com ele e formar família, pelo que se julgava a mais feliz mulher. Noutro dia estava amarga, seca, queria distância de Floriano, julgava ser um grande erro aquele relacionamento, vez que nenhum dos dois tivera outro relacionamento senão aquele e se julgava a mais infeliz das mulheres, por não ter forças para romper com aquela “farsa”.
A ida dela para a capital lhes foi de serventia. Ele permaneceu no interior, trabalhando ao lado do pai, cuidando dos negócios da família. Até faziam planos de como ela poderia ajudá−los, já que ele era filho único e com a união futura, todo aquele patrimônio seria comum aos dois. A distância e a ausência física deram−lhes condições de avaliar melhor os seus sentimentos e pretensões. Tudo ia bem até o dia em que Drica resolve estrear o seu novo biquíni…
Aquele corpanzil, de pernas grossas, ancas largas e cintura fina era de chamar a atenção. Só então Floriano despertou para o fato de que Drica não lhe “pertencia com exclusividade”. Começou a se preocupar com quem e para onde saía, a que horas voltava, se bebia, etc. Flor entrou em paranóia e sua situação piorou com o adoecer de sua mãezinha.
Dias depois, Drica é informada do agravamento da doença de sua sogra que veio a falecer no fim de semana seguinte. Nos funerais, Drica estava todo o tempo ao lado de Floriano, cuidando dele como nunca se viu antes, zelava e o cobria de atenções.
Ao regressarem a casa, Floriano demonstrando toda a sua fragilidade naquele momento, recostou sua cabeça no colo da amada, como se pedisse silenciosamente para receber afagos. Feito isso, ela entregou−se de corpo e alma a Flor. Dedica−lhe o melhor de si. Pela primeira vez fala espontaneamente de casarem−se e de filhos. Floriano alegra−se e até esboça um sorriso, ainda que tímido em meio às lágrimas que insistiam em correr−lhe pela face…
Ao perceber o que estava acontecendo, na mais pura inocência, Drica começa a embalá−lo, como se cuidasse de um filho nascido de seu próprio ventre.
Mal começa a niná−lo com uma cantiga infantil:
− Boi, boi, boi, boi da cara preta…” − e, sem mais nem porque, Floriano dispara em desabalada carreira…
Nunca mais quis saber da amada, doou todos os seus bens e foi viver recluso num mosteiro.
Sabe−se lá o que se passou na cabeça daquela criatura…

criado por contonton    19:41 — Arquivado em: Contos

20/11/08

Abraceijo…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

Para Raquel do Monte

Desde a infância mais tenra, Dorinha vivia às turras com Clodoaldo. Não se entendiam em nada. O que um dizia, o outro não escrevia. O que um temperava, o outro não cozinhava. Eram verdadeiros acordes dissonantes e não tinha jeito de vê-los convergir em opinião acerca de qualquer assunto. E se a questão versasse sobre política, ética, religião, futebol e coisas do gênero – desses naturalmente polêmicos para qualquer cidadão civilizado, os quais, muitas ou na maioria das vezes, preferimos não discutir para não se perder uma amizade –, aí sim é que eles se desentendiam feio…
Fazer o que, né? Parece que o destino já vem traçado para cada um de nós desde pequeninho…
Vejam o meu exemplo: estudei coisas da engenharia ano a fio – e ainda estudo, quase todos os dias de minha vida –, mas o que tem de acontecer, porque estava escrito com a tinta cósmica, não há como mudar… Você até pode resistir, tentar retardar, mas é justamente aí que a coisa reaparece e vem ressurgir – com muito mais força, porque estava tão-somente adormecida – para reclamar o lugar em sua vida. E é para nunca mais sair dali…
Pois bem, foi assim mesmo que aconteceu com eles que, apesar das aparentes diferenças, nunca perderam o contato e, porque não dizer, o interesse um pelo outro. Então, certo dia, ao enviar um e-mail para Clodoaldo que estava fazendo um intercâmbio de alguns meses no exterior, Dorinha dele se despediu: – Um “abraceijo”. – as aspas são minhas, claro!
Ele percebeu a dúvida dela: se se despediria dele formalmente, como amigo, enviando-lhe apenas um abraço ou se se despediria dele com um beijo, revelando-lhe outras intenções…
Eis o poder das palavras… ou mesmo quando incompletas, equivocadas…
Não se sabe se é efeito da distância ou não, mas desde aquele dia as coisas mudaram entre eles. Pelo que soube andam trocando palavras mais que carinhosas… E têm abusado do diminutivo… Instalaram webcam. Resta agora esperar no que vai dar (ou não), quando ele voltar…

E aí, o que é que você pode a dizer a respeito?!?

criado por contonton    22:34 — Arquivado em: Contos

Tarde demais…

 

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Quando deu por si… já era tarde!

 

criado por contonton    19:40 — Arquivado em: Contos - MM

18/11/08

O golpe perfeito…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Lia era escrava de sua rotina. Rotina de cidade grande. Daquelas que os franceses chamam sabiamente de “boulot-dodo”. Ou seja, de casa para o trabalho e do trabalho para a casa, restando nesta apenas tempo para dormir, para tentar resgatar um pouco da dignidade perdida, das energias esgotadas e, se possível, do equilíbrio e da paz interior. Ah, e para se respirar um pouco menos ofegante.
Num cantinho de seu minúsculo apartamento havia um mini-cactus – que demandava um mínimo de cuidados – e um porta-incenso, que ela fazia questão de acender, tão logo que chegava a casa, para purificar o ambiente. Seu sonho de consumo era um apartamento um pouco maior, com uma varandinha que pudesse servir de jardim. Assim se passaram muitos anos de labuta diária. E como Deus ajuda a quem cedo madruga, um dia ela se deu conta de que já dispunha de recursos suficientes para o “up grade” de moradia. Lá veio uma outra batalha: a procura e as seguidas avaliações para a escolha do novo apartamento. Foram quatro longos meses de busca, infrutífera, sem sucesso. E o cansaço bateu! Ou melhor, venceu…
Exausta, sem forças e sem alegria para quase nada mais, foi ter com o doutor Romeu, medico amigo que cuidava da saúde dela desde a infância. E olha que ela já era uma balzaquiana madura a esta altura… O diagnóstico? Não podia ser outro: estafa!
À noite, caneca de chá verde em mão, ainda que tomada pela angústia, ela decidiu por utilizar os parcos cobres duramente economizados em uma viagem de férias. De nada adiantaria a casa nova sem saúde para aproveitá-la! – pensou ela. Planejou tudo e, em poucas horas, rumou ao interior. Foi passar alguns dias em um modesto hotel fazenda. Lá, pelo menos, poderia aproveitar e ter um pouco de contato com a natureza que ela tanto apreciava.
Nem mal uma semana se passou e ela já estava de volta à cidade. Passou procuração para um amigo e deixou-lhe a incumbência de vender, tão logo quanto possível, o seu até então lar.
Arrumou as malas e fez um bazar de desfazimento-arranja fundos com as amigas mais próximas e as amigas das amigas, que não tinham a menor idéia do que se passava com a liquidante. Ninguém sabia explicar o porquê de tamanha mudança de comportamento.
Foi quando questionada a respeito, ela sentenciou:
– É simples, irei me casar! – explicou ela com um sorriso irremovível nos lábios, para desconforto e inveja das presentes. Não que algumas não tenham ficado contentes, mas sabe como é, né?
E, para espanto das incautas que a ouviam e praticamente se digladiavam pelas tantas pechinchas de objetos – que para quase nada serviam, mas que não poderiam ser desperdiçadas –, afinal, pechincha é pechincha, completou:
– Rubão é um doce! Um típico homem do interior!
Olhares se cruzaram, ombros se elevaram e mãos se abriram como se em súplica por uma explicação que não tardou a ser detalhada…
– Ele tem um lindo jardim em sua casa no campo…
Não foi preciso dizer mais nada, nadica de nada. Suspiros preencheram o ar…
E embora elas não soubessem que ele era apenas o vaqueiro daquele hotel fazenda, viúvo, com cinco filhos ainda por criar e algumas bicheiras no dedão do pé, ela achava que tinha dado o golpe perfeito…
Tudo é apenas uma questão de ponto de vista, não é verdade?!?

criado por contonton    18:18 — Arquivado em: Contos

14/11/08

Foi então que…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Foi então que a ficha caiu: encontrei uma aranha tecendo uma teia em meu travesseiro…

 

criado por contonton    6:59 — Arquivado em: Contos - MM

10/11/08

Você gostaria de escrever contos?

 

 

 

Você gostaria de descobrir como dou vida aos personagens e contos que escrevo? Então, convido-o a participar da Oficina de Novos Autores que ministrarei no próximo sábado, dia 22 de novembro, às 15h, na Aliança Francesa do Recife, unidade Derby (Rua Amaro Bezerra, 466 - fone 3222.0918). São poucas vagas, faça a sua inscrição! Abs e até lá, Tonton.

 

 

criado por contonton    15:30 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

Novas ilusões…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Para uma amiga que está começando a alcançar o merecido sucesso musical…

 

Ah, estes teus encantos…

Fazem-me ver o amanhecer (novos dias) com outros olhos,
Olhos sem prantos…

Me fizeste sorrir de um jeito,
Que não quer me abandonar…

A tristeza saiu de minha vida,
Foi só você entrar…

A alegria encontrou abrigo em meu peito,
Junto com o desejo de te amar…

Hoje ainda acordo sozinho,
Mas tenho vontade de despertar,

Ah, se eu for correspondido,
Recebendo um beijo teu…

Já não me sentirei mais perdido,
Como antes do carinho que você me deu…

Pois encontrei novo caminho,
O qual vale a pena trilhar…

criado por contonton    3:09 — Arquivado em: Poesia

8/11/08

Não temam, basta me chamar…

 

Tcharam!!!

 

criado por contonton    22:43 — Arquivado em: Contos, Contos - MM, Pessoais, Poesia

Lástima…

 

Por Antonio Nunes Barbosa Filho

 

Sábado, fim de tarde. Estava com os pés na areia em um bar à beira-mar de Maracaípe. Aquele era um dos dias em que você, sem querer, mistura alegria e, ao mesmo tempo, um pouco de melancolia em razão do ambiente, que vai lhe trazendo uma sensação de nostalgia ao entardecer, e do álcool, que vai lhe dominando a mente sorrateiramente. Foi então que, alguns caranguejos, caldinhos de peixe e de marisco, bem como muitas cervejas depois, confessei ao amigo com quem dividia o tira-gosto e jogava conversa fora havia horas:
— Pois é, meu caro, resolvi casar com ela! De uma vez para sempre!
— Pô, Tonton, já não era sem tempo! — disse-me ele com um sorriso nos lábios ao dar-me um aperto de mão característico dos bons amigos e dois tapinhas no ombro. Coisas de homem, sabe como é, né?
— É, fazia tempo que eu tinha que me decidir. Estava mais que na hora de dedicar-me a ela com exclusividade. De transformá-la, com todo meu empenho, na razão de meu viver! — falei-lhe, com toda a sinceridade, do íntimo de minha alma.
— É verdade! Manda brasa, você merece ser feliz! Desejo, de coração, que você tenha acertado em sua escolha… E que venham muitos frutos!
— Com certeza! Farei todo o possível para que a produção seja bem grande!
E gargalhamos juntos… — típico de bons amigos, para quem bastam meias palavras, porque participam de nossos sonhos, incentivando-nos a dar vazão aos nossos projetos mais pessoais. Tomamos mais umas duas saideiras e fomos cada qual para o seu lado. Ele para a casa de parentes ali por perto mesmo, e eu regressei ao Recife.
Nove da noite. O telefone toca. Uma ex-namorada. Convidava-me para sair, me apanharia dentro de meia hora. Queria reviver alguma coisa… Dois minutos depois, mensagem de texto no celular. Outra ex. Dizia estar com saudades de nossos momentos maravilhosos e… Mal acabei de ler a mensagem, e lá estava o danado tocando em minhas mãos. Atendi. Uma outra antiga namorada. Disse estar tomando um delicioso banho de óleos em uma banheira repleta de pétalas de rosas, com o ambiente devidamente iluminado por velas aromáticas… Pediu-me que aproximasse mais o aparelho do ouvido, e eis que surge uma música ao fundo … Boas recordações!!!
Mal entro no banho, e o interfone dispara. O corpo completamente ensaboado não me permite atendê-lo. Apresso-me. Para baterem à minha porta por aquelas horas, tinha que ser importante. Parecia sê-lo, pelo menos para aquela ex-namorada, que, abrigando-se da chuva que estava a cair, observava o acender e o apagar das luzes de meu apartamento. Sabia que havia alguém em casa. Não deu para dizer que não. Ela interfonou mais uma vez e anunciou-me que estava subindo…
Nas próximas duas semanas, todos os dias surgiram convites para revivals. Eu, que estava sozinho havia alguns meses, fiquei sem entender o porquê de tanta chuva em minha horta. A produção literária até teve que ficar em segundo plano… por alguns dias…
Aí, como não poderia deixar de ser, teve um dia que a agenda complicou. E, quando eu digo que complicou, é porque complicou mesmo! Foi chegando uma, chegando outra… Ao total, oito delas apareceram em minha casa ao mesmo tempo! Injuriada com a cena inusitada, uma delas me perguntou:
— E então, cretino, com qual de nós você vai se casar?
— Casar, eu? — disse com a maior das inocências.
— Claro! Porque você acha que estamos todas aqui? Falo por mim, mas creio que seja unânime a idéia. Estou errada, meninas? — disse fazendo um passeio de 360 graus ao redor de si mesma…
— Isso mesmo! — completaram quase em uníssono as demais.
— Eu jamais disse que iria me casar com qualquer de vocês! De onde tiraram essa idéia maluca?
— Deixe de ser fingido! Quer dizer que não é com nenhuma das presentes? É com uma outra que nem está aqui? Salafrário! Deve ser uma que não te conhece bem! Uma que não saiba de seus dons de sedutor…
— Calma, calma… Pra que toda essa agressividade? E que história é essa? Eu não vou me casar mesmo, nem com vocês nem com ninguém! E ponto final!
— Não mesmo? — perguntou-me com ares de esperança uma outra que já fazia ares de choro no canto da sala.
— Eu bem que disse à prima de Mariana que ela tinha ouvido errado! — disse outra.
— Quem é essa tal prima de Mariana e o que ela tem a ver com tudo isso? — perguntei.
— É uma paulista que estava em Maracaípe, de férias alguns dias atrás, e que te viu por lá! — alguém explicou.
— Tem certeza de que era eu? — naquele momento, verdadeiramente, eu não estava a entender nadica de nada do que se passava.
— Ela reconheceu você: alto, olhos esverdeados, os inseparáveis óculos e sempre com um bloquinho de anotações em mãos. Era você! Confesse! Ai, que descarado! — disse-me, com o dedo em riste, uma delas, quase rubra de tanta raiva em suas palavras.
— Olha, eu realmente estive lá um dia desses, mas não estava acompanhado de nenhuma mulher.
— Era ele, eu não disse! — falou uma delas, quando todas já se aproximavam, fechando o cerco sobre mim.
— Peraí, que acusação descabida é essa? Eu estava lá com um amigo, tomando cerveja e comendo alguma coisa. Sem nenhuma mulher por perto. E tem mais, eu sou solteirinho, não devo nada de satisfações…
— Foi justamente pra ele que você falou que ia se casar! Vai negar que disse isso pra ele, vai ter coragem, com todas nós aqui reunidas bem na sua frente, vai?
Aí a ficha caiu… e eu soltei uma fantástica risada…
— Agora me lembro…
— Vai tentar negar as suas próprias palavras? Ai, que nojento! — disse num acesso de raiva uma delas.
— Olha, eu falei que ia me casar sim… — pausei e mirei cada uma delas bem no fundo de seus olhos, para ver a mudança de semblante —, mas era com a literatura… — pausei e continuei — pois decidi levar a sério o meu lado E, de escritor… Vocês sabem como ela é importante para mim!
Suspiros aliviados, rostos enrubescidos de vergonha, pedidos de desculpas, alguns afagos… Então, uma delas saiu-se com esta:
— Olha, seria uma lástima se você tivesse casado sem nos avisar, sem nos dizer nada…
— Vocês sempre vão estar no meu coração! Afinal, vocês fazem parte de minha inspiração…
E foram saindo uma a uma, até que fiquei sozinho outra vez. Não tardou, e todo o processo reiniciou. Cada qual delas utilizando seus recursos de sedução. Dos mais simples aos mais improváveis. Todas querendo marcar um encontro secreto e que, com sorte, poderia ser o marco inicial para me levar ao cartório…
Afinal, toda mulher, em sua imensa sabedoria, deseja ser o último amor de um homem… Resta saber se ele concorda ou não com isso… Uma lástima…

 

criado por contonton    18:30 — Arquivado em: Contos
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